Defender o direito das pessoas serem o que elas são é algo muito distinto de defender “identidades de gênero” – homem, mulher, transexual, travesti e o escambau. Identidades só servem para nivelar e “pasteurizar” as características individuais de cada pessoa, transformando-as em meros “títeres”, em cópias estereotipadas, em pobres representações de categorias conceituais que traduzem muito pouco do que uma pessoa pode ser. Enquanto houver identidades haverá hierarquias e enquanto houver hierarquias haverá desigualdades, preconceitos, intolerância e exclusão entre os seres humanos. Quem defende “identidades”, defende a manutenção das “desigualdades”. Pense nisso, antes de se agarrar e defender de unhas e dentes o seu rótulo de identidade de gênero. Você não é um rótulo: É GENTE!

Por Letícia Lanz

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