E viva a pluralidade!

Nesta minha “jornada” profissional, pessoal e principalmente política, graças ao exercício constante de cada vez mais assumir uma postura empática e de acolhimento ao outro, tenho tido a possibilidade de deslumbrar uma enorme variedade de manifestações e expressões da(s) sexualidade(s) humana.

As nuances que toda esta pluralidade assume, tem embriagado meus olhos e meus pensamentos. Quanta criatividade e possibilidades se apresentam em uma tentativa emocionante de sentir-se um pouco mais feliz. E quantas, quantas, quantas pessoas lutam diariamente para legitimar e garantir o seu espaço e visibilidade.

Algo do tipo : “Ei, eu existo! E por mais estranho possa parecer pra você o meu desejo e identidade, eu estou aqui e preciso ser respeitado”.

E nossa… O quanto tenho aprendido com todas estas manifestações. Primeiro que a intolerância não escolhe orientação sexual, etnia, identidade de gênero, classe econômica, o escambal. A violência e desrespeito ao outro está presente até naqueles que – teoricamente –  poderiam assumir uma postura mais acolhedora com o diferente por, justamente, saber o quanto dói ser discriminado.

E meu amigo…. Na tentativa de garantir o direito do outro ser quem é, eu brigo mesmo. Aí não tem “causa” ou “movimento”  nenhum que me silencie. O principal ou talvez o único movimento que eu siga é o o movimento da dignidade humana.

Meu muitíssimo obrigado a todas as pessoas que me possibilitam direta ou indiretamente aprender todos os dias o que é “ser humano”.

Anúncios

EU ESCOLHI SER GAY

EU ESCOLHI SER GAY

Fabricio Longo

   Por Fabricio Longo

A única “opção sexual” que fiz na vida foi por ser feliz. Não escolhi ter desejos homossexuais e talvez o menino assustado que fui jamais tivesse feito essa opção, se lhe fosse dado tal poder. É evidente que  todas as dúvidas se dissiparam no instante em que meus lábios chup… beijaram outro homem, mas aí tive que lidar com a percepção alheia de que “escolhi ser assim”. Não escolhi. Porém hoje, sem dúvida, escolheria!

Continuar lendo

Relacionamentos abusivos entre homens

Por: Paulo Duarte

Um assunto que preferimos não comentar

Descobrir-se em uma relação abusiva é uma possibilidade real para qualquer pessoa que se disponha a participar de um relacionamento, independente de classe, sexo, gênero ou sexualidade. O assunto, no entanto, ainda enfrenta grande silêncio quando se trata de discutir certas especificidades ao acontecer entre homens que se relacionam. Parte desse motivo, desconfio, vem da rejeição às velhas (mas persistentes) representações sobre relacionamentos homossexuais como disfuncionais. Não apenas Hollywood, como aponta o documentário The Celluloid Closet, mas várias referências da ficção à homossexualidade não admitiam frequentemente que ela fosse mostrada de uma forma saudável, assim, o universo cinematográfico e literário foi povoado por figuras de vítimas e abusadores homossexuais com os quais ninguém quer, nem remotamente, se identificar.

Continuar lendo

Não, meu filho de 10 anos não está procurando uma namorada. Ele gosta de meninos

No início deste semestre, a escola de nossos filhos mandou para casa uma lista de clubes extracurriculares disponíveis aos estudantes. Meu marido sentou-se com a lista e nossos dois filhos que frequentam a escola elementar. Eles poderiam escolher qualquer clube. Nosso filho do meio, que está na 2ª série este ano e é um adorável nerd, escolheu o clube de jogos de tabuleiro.

Continuar lendo

Retrospectiva 2014: 10 episódios que provam que ainda existe homofobia no Brasil

Este ano foi marcado por conquistas significativas para a visibilidade LGBT no Brasil: observamos a consolidação da união civil de homossexuais, realizamos o maiorcasamento gay coletivo do mundo, assistimos ao beijo de Niko e Félix na novela das 21h, vimos transfobia ser tema da Parada do Orgulho Gay pela primeira vez…

Continuar lendo

Calendário traz modelos seminus em ambientes religiosos para combater a homofobia

Calendário traz modelos seminus em ambientes religiosos para combater a homofobia

O “Calendário Ortodoxo 2015” (Orthodox Calendar – OC) traz em seu novo ensaio modelos homens fazendo poses sensuais em cenários repletos de lembranças religiosas. A ideia do projeto, criado na Romênia por organizadores que preferem não se identificar, segundo o portal “The Huffington Post”, é combater a homofobia em regiões do Leste Europeu (área que compreende Romênia, Croácia, Bulgária, entre outros países) e Rússia. O calendário é lançado anualmente desde 2012 e este ano, pela primeira vez, será vendido em duas versões: uma, digamos, mais light, ou seja, com imagens mais discretas (custa por volta de R$ 57); e outra com fotos mais ousadas (mais de R$ 100).

Fotógrafa capta características femininas e masculinas em transexuais

“Gender Studies” é um ensaio fotográfico feito pela artista parisiense Bettina Rheims, que explora indivíduos que fogem da categorização de ser homem ou mulher.

9

Trabalhando com jovens transexuais a fotógrafa  analisou mistura, transição e equilíbrios de características femininas e masculinas em um único ser.

A ideia por trás dessas belas e evocativas fotos é fazer um estudo de pessoas que vivem além das classificações estereotipadas do gênero.

Continuar lendo