Conheça todos os direitos LGBTs assegurados por Lei

Pensão_União gay_Santa Catarina

Em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal (05/05/2011) os casais de mesmo sexo já são reconhecidos enquanto família e a eles são garantidos os mesmos direitos dos casais heterossexuais, portanto, os casais de mesmo sexo tem o direito a conversão da sua união estável em casamento, bem como, o direito a adoção. Também no âmbito do serviço público a nas empresas privadas deverão ser garantidos os mesmos direitos dos casais heterossexuais aos casais homossexuais. Neste sentido, deverão ser garantidos os direitos à plano de saúde, licença gala, entre outros direitos.

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Jovem emociona ao relatar como disse ao irmão mais novo que é gay

Lucas, 23 anos, decidiu revelar sua orientação sexual para o caçula, de oito.
‘Amor?’, respondeu o menino, levando Lucas às lágrimas; leia o relato.

Por Paula Menezes

O porto-alegrense Lucas Vasconcellos, 23 anos, virou protagonista de uma história de amor e compreensão após postar um texto na internet. O motivo do relato era bastante íntimo: sua orientação sexual. O ex-estudante de Letras e Fonoaudiologia contou para o irmão mais novo, de apenas oito anos, que é gay. A resposta foi tão surpreendente que o post, feito no dia 12 de março, tem mais de 4,4 mil curtidas e quase 600 compartilhamentos.

A decisão de contar a verdade para uma criança não foi fácil. Mas o caçula é uma das pessoas mais importantes de sua vida, aponta Lucas, e ser transparente com ele era um objetivo. A conversa começou quando os dois estavam assistindo a um programa infantil em que duas amigas dão um “selinho”. De maneira pedagógica, o jovem fez uma analogia entre as cores para fazer a revelação.

“Cada um tem suas cores. Há quem gosta mais de preto, ou branco, ou azul. E isso faz o mundo mais legal”, disse o mais velho, após colocar a televisão no mudo. “Tu sabes o nome que se dá a quem gosta de pessoas iguais? Homens que gostam de outros homens, e mulheres que gostam de outras mulheres?”, continuou, quando já estava prestes a contar.

“Amor?”, respondeu o menino, levando Lucas às lágrimas.

Lucas com o irmão (Foto: Arquivo pessoal)

Lucas com o irmão em um passeio (Foto: Arquivo pessoal)

O diálogo terminou com um abraço. A amizade entre os dois seguiu como sempre. Aliás, ficou até melhor. Para Lucas, poder dividir algo tão pessoal e receber uma resposta singela é gratificante.

“Me surpreendeu uma resposta tão sincera e pura. Ele quase nunca me vê chorando, dessa vez me viu e foi um momento de delicadeza e sutileza, com amor, respeito. Eu estava com medo de já terem dito para ele que isso é errado, algo assim. Mas ele é uma das pessoas mais importantes para mim, e se ele me desse uma resposta negativa o que eu esperaria do restante do mundo?”, avalia Lucas.

Os irmãos não moram juntos. A relação com os pais é complicada, por isso Lucas optou por viver na casa dos avós paternos. Ainda que a família apresente restrições, os dois procuram estar sempre juntos. Se divertem ao assistir televisão, brincar e sair para passear. Agora, sem segredos entre eles.

“Minha avó foi professora por 40 anos, então ela conviveu com a minha realidade, é aberta. Meus pais têm preconceito, meu outro irmão, de 18 anos, também”, lamenta. “Meus pais se separaram há um tempo, e me aproximei muito [irmão mais novo] por causa disso. Senti que ele estava com dificuldade de lidar. Nos divertimos juntos e desenvolvemos essa amizade”.

Maioria aprovou

Com tanta repercussão, o post teve a aprovação de muitos leitores. Houve, porém, quem respondesse ao relato de Lucas com comentários negativos. O jovem admite que fica abalado, mas não pensa em recuar.

Para ele, o texto não é apenas sobre uma cena cotidiana. É também para alertar sobre a necessidade de abolir o que Lucas classifica como “discurso de ódio”.

“Várias pessoas se identificaram, me apoiaram e deram suporte. Que eu tenho que ser verdadeiro. Recebi algumas mensagens intolerantes, mas poucas. Respondi com sutileza. Outros questionaram se não era muito cedo. Não exite cedo ou tarde. Quanto mais cedo ensinarmos isso, menos ódio teremos”.

Lucas, que deixou as faculdades que começou a cursar, pensa em ser escritor. De preferência, sempre ligado à causa LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). A pedido do jovem, o rosto do irmão foi borrado nas fotos.

Confira o depoimento de Lucas na íntegra:

Hoje eu contei para o meu irmãozinho que eu era gay.

Após muitos anos desde que descobri a respeito da minha sexualidade, sobre o gênero que desperta uma paixão realmente autêntica em mim, finalmente cheguei a decisão de confiar a minha realidade a essa pessoinha com quem mais me importo na vida.

Dividi isso de maneira bem pedagógica, tentando criar uma analogia sobre as pessoas e suas cores favoritas. Dizendo que têm pessoas que gostam mais de preto, ou branco, ou azul, ou amarelo, ou vermelho; explicando sobre o quão legal isso fazia do mundo. Que todos podemos gostar de cores diferentes, e ainda assim sermos felizes e respeitados ao colorir nosso mundo com elas.

Ele parecia saber que eu ia confessar algo. Mergulhou num estado quieto e pensativo durante a explicação inteira, e então, por fim, resolvi assumir minha sexualidade. Ele continuou me olhando, bem calmo e sorrindo, tão natural, e eu o questionei:

“Tu sabe o nome que se dá a quem gosta de pessoas iguais, John? Homens que gostam de outros homens, e mulheres que gostam de outras mulheres?”

Eu estava preparado para soltar a palavra “gay”, já na ponta da língua quando ele simplesmente me escancara a verdadeira resposta:

“Amor?”

E então eu chorei.

“Não chora”, ele disse me abraçando.

Ele me olhou com aqueles olhos, cheios de inocência e de mesmo tons que os meus, e eu senti que pela primeira vez ele me enxergava como eu realmente era. Um irmão que ele amava, um amigo que ele jamais perderia e, mesmo uma pessoa qualquer com uma preferência diferente por quem se apaixonar, ainda assim uma pessoa igual a qualquer outra.

Eu soube disso pela resposta dele. Pela bondade em cada palavra. Uma criança de oito anos de idade soube encarar algo tão natural com mais maturidade que muito adulto. Mais que meus próprios pais, inclusive, que sempre me negaram o direito de confidenciar isso ao meu irmão.

Aproveitem pra aprender da pureza deles, que a maioria esquece ao crescer, pois eu acho que as maiores verdades dessa vida estão no coração dos pequenos.

E a vida continua como se nada tivesse mudado.

E do fundo do coração, eu agradeço por isso.”

Lucas contou ao irmão de 8 anos sua opção sexual (Foto: Arquivo pessoal)

Lucas contou ao irmão de 8 anos sua orientação sexual (Foto: Arquivo pessoal)

Extraído de G1

À MARGEM DA PRÓPRIA MARGEM: HOMOSSEXUALIDADE MASCULINA NA VELHICE

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O ABUSO SEXUAL DE HOMENS PERMANECE SOB ESTIGMA E SILÊNCIO

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Jornalista relata as duas vezes em que foi abusado sexualmente numa tentativa de alertar quanto às dificuldades por que passam os homens que são estuprados

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UMA POPULAÇÃO DIZIMADA: COMO FOI O AUGE DA AIDS NOS ANOS 1980

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Por Marcio Caparica (@marciocaparica)

Sobreviventes do pico da epidemia compartilham suas memórias do sofrimento por que passaram, e revelam o papel inesperado e importante que lésbicas tiveram no combate a essa crise

Fevereiro de 2015 foi o mês da história LGBT no Reino Unido. Isso incentivou que um grupo de membros do site Reddit compartilhassem num fórum suas memórias de como foi passar pelo início da epidemia da Aids na década de 1980. São relatos de uma população desamparada, que sabia que estava sob risco de morte mas não contava com qualquer tipo de informação que lhe permitisse se defender de um mal traiçoeiro.

Sexo não binário

Tradição na Grécia Antiga e glamour nos anos 1970, a bissexualidade nunca foi tão estudada quanto hoje – mas continua fonte de muito preconceito entre héteros e também entre homossexuais

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EU ESCOLHI SER GAY

EU ESCOLHI SER GAY

Fabricio Longo

   Por Fabricio Longo

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