Um “até logo” para a 7PSM.

Aos futuros psicólogos,

Lá estou eu de novo, neste mesmo lugar, com o coração apertado, escrevendo para pessoas queridas. Será que é o meu karma?
Pois bem, quando eu decidi trancar o curso de Letras no qual eu já estava quase graduado e já avistava meu futuro próximo como tradutor, não foi uma tarefa fácil. Essas mudanças que movimentam radicalmente nossas vidas, nunca são. Mas mudanças estas extremamente necessárias, apesar de dolorosas. Tive que abdicar de horas infindáveis de risos, aprendizado e carinho, de pessoas que eu compartilhei algumas boas noites da minha vida. Mas a mudança se fazia necessária. Eu sempre sonhei em ser psicólogo, pois eu sabia que era isso que na vida eu iria fazer de melhor e, se vocês ai acreditam em missão, tinha/tenho certeza que é a minha.
Esse rompimento foi, eu diria, em doses homeopáticas. Começaram as aulas na Unama à tarde e todas as noites, eu dava uma “passadinha” com meus colegas para matar a saudade e partilhar as novidades. Aos poucos, esses encontros foram ficando cada vez mais espaçados, pela correria e necessidade de dedicação ao meu “novo objetivo”.
Na medida em que passavam-se os meses, o carinho e amizade pela nova turma, que eu inicialmente estranhei tanto, e achava “jovem demais”, aumentava. Atribuição esta devido à experiência anterior, com colegas bem mais velhos que eu, muitos já graduados e com vidas tão diferentes destes atuais.
Mas não demorou muito pra me sentir completamente “ambientalizado”. As afinidades surgiram rapidamente e comecei a nutrir um carinho imenso por estes, que futuramente iria chamar de colegas de profissão e de “amigos”.
Mas, como sempre, mais uma mudança fez-se necessária. Precisei mudar de horário e consequentemente de turma. Mudança esta que de principio me assustou, mas não me impediu de seguir em frente, percebendo a importância de me adaptar as novas situações.
Toda aquela apreensão do primeiro dia de aula esvaiu-se quando a Luzia me chamou: “Ei George, senta aqui!” Eu percebi que não precisava ter medo. E por, uma maravilhosa coincidência o André, alguém que tenho um carinho imenso e super afinidade também precisou mudar seu horário. E a partir disso, tudo ficou bem mais tranquilo.
Logo, já estava me sentido “parte” da turma. Ao ponto de arriscar timidamente, as risadas que todos os colegas da tarde já estão acostumados e que era um dos meus motivos de maior apreensão.
Casa do Luan, habbib’s com Luliane, Macelsa e Flavia… Pronto. Relaxa. As coisas não foram tão difíceis como você pensou. E as intervenções em Escolar com a Anne e Amanda? Nossa… INESQUECÍVEIS!
E… Quando tudo estava caminhando pra uma “estabilidade”… Vou precisar voltar de novo. “Back to black”, pra minhas “origens”. E mais uma vez, esta desestabilidade temida, se faz presente. Mas que na verdade, é a mesma que torna nossa vida interessante.
Eu quero aqui, registrar meu imenso agradecimento a todos vocês. A Flávia, que ainda não esqueci os nossos papos sobre questões de gênero e vou te cobrar, viu??? O Luan que me divertiu e me fez sentir integrado e querido. A Anne que sempre foi super carinhosa e delicada… Ao Renan e ao Mateus que de forma super fofa me pedem pra ficar… A Amanda Campos, essa louca que faz “fofices” no facebook e me deixa todo besta. A Gabi, que é o primeiro rosto que eu vejo todas as manhãs na sala…
Enfim, quero agradecer a todos vocês, sem exceções. Desde os que eu tive maior contato, até aos que sorrimos timidamente de forma recíproca. Obrigado pelo acolhimento, pela atenção, pelos momentos vividos, pela hospitalidade e por me aguentar desta forma extravagante de ser.
Como eu citei varias vezes aqui, a necessidade de mudança é fato. Eu não sei o que ainda pode acontecer neste quase dois anos que ainda faltam para sermos “psicólogos”. Só quero fazer um grande pedido: Não tranquem a porta tá? Deixem encostadinha para que um dia, eu possa voltar… 
Desejo a todos vocês, sabedoria e responsabilidade para que sempre possamos nos orgulhar um dos outros, como psicólogos éticos e profissionais e, acima de tudo, sensíveis.
Obrigado 7PSM por, como eu sempre digo para o pessoal da tarde, “fazer parte do meu sonho”. Ou melhor, da realização dele. Que Deus abençoe todos vocês e, a gente se vê. 

George Pontes

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